sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Versos Mortais

Música linda, para mim os versos já possuem "sonoridade", na verdade gostaria de colocar a melodia e a execução do violonista Carlinhos Oliveira, ou colocá-lo em meu blog? Sou fã desse músico e vale conferir seu trabalho: http://www.carlinhosoliveira.com/
Carlos Oliveira

Versos Mortais

Música Carlinhos Oliveira/Letra André Madi

Tenho momentos só meu

Discreto do teu modo

Dificuldade em não te amar

Medo de me atrasar

Sigo perdoando os anjos

E os demonios por darem livre arbítrio

Por comprarem só no início

Assim eu sigo atroz

A voz é a voz por tanto amar

Quero cantar teu ventre sujo de suor

Meu suor

Os poros de ninguém

Faça-se o que pedem os imortais

Consuma-se o que pensam os mortais

Bebe-se o que cabe nos cristais

Meu mundo está assim

Sem cedilha os versos imortais.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Nua

Olho a cidade ao redor
E nada me interessa
Eu finjo ter calma
A solidão me apressa

Tantos caminhos sem fim
De onde você não vem
Meu coração na curva
Batendo a mais de cem

Eu vou sair nessas horas de confusão
Gritando seu nome entre os carros que vêm e vão
Quem sabe então assim
Você repara
em mim

Corro
de te esperar
De nunca te esquecer
As estrelas me encontram
Antes de anoitecer

Olho a cidade ao redor
Eu nunca volto atrás
Já não escondo a pressa
Já me escondi demais

Eu vou contar pra todo mundo
Eu vou pichar sua rua
Vou bater na sua porta de noite
Completamente nua
Quem sabe então assim
Você repara em mim

(Ana Carolina/Vitor Ramil)

Mário Quintana

Amo Mário Quintana ...
Ando sem palavras, é fase e vai passar!




Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.

Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte
em fatias
Ninguém
consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

O amor vai acontecer

"Sinto borboletas no estômago" ... é assim... o amor vai aconter!
Se vai durar? Não sei? Mas estou em longa espera, está chegando o dia e vou te ver.
Ontem ouvi Ana Carolina o dia todo, achei essa letra (alguns trechos) parecida conosco.
Então ... me espera com música, versos de Drummond, vinho tinto, seu violão e você.




Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber...
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer...
Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir
Da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso...
Sinto dizer que amo mesmo
Tá ruim prá disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra-mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada....
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro...
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa...
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso...
E cada vez que eu fujo
Eu me aproximo mais
E te perder de vista assim
É ruim demais
Por isso que atravesso
O teu futuro
E faço das lembranças
Um lugar seguro...
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida


(Quem de Nós Dois - Ana Carolina / Dudu Falcão / GianLuca Grignani / Massima Luca)

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Kiss me

Nada a declarar ... kiss me!
Ando meio sem vontade de falar. Quando temos problemas, o vocabulário seca! Mas sempre é bom ouvir Rita Lee.
Ando meio "mutante" (seguindo o meu caminho, ai de mim que sou romântica), esperando o que não posso ter.








Juro que não vai doer
se um dia eu roubar
o seu anel de brilhantes
afinal de contas dei meu coração
e você pôs na estante
como um troféuno meio da bugiganga
você me deixou de tanga
ai de mim que sou romântica!
Kiss baby, kiss me baby, kiss me
pena que você não me kiss
não me suicidei por um triz
ai de mim que sou assim!
Quando eu me sinto um pouco rejeitada
me dá um nó na garganta
choro até secar a alma de toda mágoa
depois eu passo pra outra
como mutante
no fundo sempre sozinho
seguindo o meu caminho
ai de mim que sou romântica!
Kiss baby, kiss me baby, kiss me
pena que você não me kiss
não me suicidei por um triz
ai de mim que sou assim!

(Mutante - Rita Lee)

Vale tentar viver


Vale tentar viver
Tudo demais
Você me faz descobrir
O dom de iluminar
Tudo que for sentir
Deve durar
De tanto a luz expandir
Aprender conhecer revelar
Sim princesa sou quem vai chegar
Na chuva da montanha
Vem se molhar
Sempre pra sempre sou por seu querer
Estrela cintilante
Vem me valer
Vale dizer que sim
Vale chorar
De tanto o som explodir
Descobrir conhecer revelar
Sim princesa sou quem vai pedir
Me faz arder em brasa
Vem e me acende
Chama me chama
Sou por seu querer
Estrela cintilante
(Princesa - Flávio Venturini)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Todo Azul

Linda música, acho que ouvi pela primeira vez quando me apaixonei.
Inicia novo Projeto da Metso Cultural (http://www.mdainternational.com.br/), esse mês foi Leni Andrade e Miéle, setembro tem Carlinhos Lyra (imperdível).






Foi assim
Como ver o mar
A primeira vez
Que meus olhos
Se viram no seu olhar...
Não tive a intenção
De me apaixonar
Mera distração e já era
Momento de se gostar...
Quando eu dei por mim
Nem tentei fugir
Do visgo que me prendeu
Dentro do seu olhar...
Quando eu mergulhei
No azul do mar
Sabia que era amor
E vinha prá ficar...
Daria prá pintar
Todo azul do céu
Dava prá encher o universo
Da vida que eu quis prá mim...
Tudo que eu fiz
Foi me confessar
Escravo do seu amor
Livre prá amar...
Quando eu mergulhei
Fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul
De todo azul do mar...
Foi assim
Como ver o mar
Foi a primeira vez
Que eu vi o mar
Todo azul
Todo azul do mar...
Daria prá beber
Todo azul do mar
Foi quando mergulhei
No azul do mar...

(Todo Azul do Mar - Flávio Venturini /Ronaldo Bastos)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Seresteiro

Marco Antonio: Psicólogo de profissão, seresteiro por vocação (linda voz), sabe tudo sobre música. Para mim: amigo, compadre e uma pessoa iluminada.
Nos conhecemos em São Roque na Carambeí, me apaixonei no momento em que pediu demissão ao Presidente, isso após uma semana de trabalho.
Apenas disse: - "não gostei do sistema de trabalho de sua empresa" ... delirei com isso! Quanto a mim, fiquei 7 anos como secretária desse Diretor.
Marco tornou-se especial, não só para mim, mas também para Lígia e Ana Luiza.
Quem gosta de boa música, vez ou outra, Marco canta na "Casa da Seresta de Sorocaba", lá estão os antigos Seresteiros do "Bar Tudo Azul ".




Marco Antonio Pereira



Depois de ter você,
pra quê querer saber que horas são?
Se é noite ou faz calor,
se estamos no verão,
se o sol virá ou não,
ou pra quê é que serve uma canção como essa?

Depois de ter você, poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas,
pra quê amendoeiras pelas ruas?
Para quê servem as ruas?
Depois de ter você...


(Cantada - Adriana Calcanhotto)

Ana Luiza "Mon Petit"

Ana Luiza


Após sairmos do show de "Euclides Marques, Luizinho 7 e Quinteto em Branco e Preto, fomos ao Esplanada Shopping. Ana Luiza deparou-se com o "Arvorismo" e se encantou, mas como ela mesma disse: dá um medinho. Foi engraçado quando a corda caiu ... ela veio gritando aiiiiii .... - Mamãe dá um medo, mas eu gostei! Essa garota de 9 anos que ama Drummond, que nos dá alegrias e muito trabalho! Mas sempre falo: é um presente de Deus.


Diante de uma criança

Como fazer feliz meu filho?
Não há receitas para tal.
Todo o saber, todo o meu brilho
de vaidoso intelectual

vacila ante a interrogação
gravada em mim, impressa no ar.
Bola, bombons, patinação
talvez bastem para encantar?

Imprevistas, fartas mesadas,
louvores, prêmios, complacências,
milhões de coisas desejadas,
concedidas sem reticências?

Liberdade alheia a limites,
perdão de erros, sem julgamento,
e dizer-lhe que estamos quites,
conforme a lei do esquecimento?

Submeter-se à sua vontade
sem ponderar, sem discutir?
Dar-lhe tudo aquilo que há
de entontecer um grão-vizir?

E se depois de tanto mimo
que o atraia, ele se sente
pobre, sem paz e sem arrimo,
alma vazia, amargamente?

Não é feliz. Mas que fazer
para consolo desta criança?
Como em seu íntimo acender
uma fagulha de confiança?

Eis que acode meu coração
e oferece, como uma flor,
a doçura desta lição:
dar a meu filho meu amor.

Pois o amor resgata a pobreza,
vence o tédio, ilumina o dia
e instaura em nossa natureza
a imperecível alegria.

(Carlos Drummond)

Adivinha o que?

Não ando com muitos motivos para esse sorriso, mas tenho ele comigo!
Viver é um luxo. Contente porque falei com a "pessoa especial".
Isso me deixou em estado de encantamento.









Ainda lembro aquela noite
Só porque eu cheguei mais tarde
Ainda arde a lembrança de te ver
Ali tão contrariada…
Meu bem, meu bem

Será que você
Não vê não
Não houve nada
Só o passado rondando
Minha porta
Feito alma penada…
Você vive me dizendo

Que o pecado mora ao lado
Por favor não entra nessa
Que porque um dia
Ainda te explico direito…
Eu sei, eu sei

Que esse caso tá meio
Mal contado
Mas você pode ter certeza
Nosso amor
É quase sempre perfeito…
Porque eu só faço com você

Só quero com você
Só gosto com você
Adivinha o quê?

(Lulu Santos)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Orfeu


Mar sob o céu, cidade na luz
Mundo meu, canção que eu compus
Mudou tudo, agora é você
A minha voz que era amplidão
do universo da multidão
Hoje canta só por você
Minha mulher, meu amor, meu lugar
Antes de você chegar
era tudo saudade
Meu canto mudo no ar
Faz do seu nome hoje o céu da cidade

Lua no mar, estrelas no chão
A seus pés, entre as suas mãos
Tudo quer alcançar você

Levanta o sol do meu coração
Já não vivo, nem morro em vão
sou mais eu por que sou você

Minha mulher, meu amor meu lugar
Antes de você chegar
era tudo saudade
Meu canto mudo no ar
Faz do seu nome hoje o céu da cidade

Lua no mar, estrelas no chão
A seus pés, entre as suas mãos
Tudo quer alcançar você
Levanta o sol do meu coração
Já não vivo, nem morro em vão
sou mais eu por que sou você
(Sou Você - Caetano Veloso)

terça-feira, 29 de julho de 2008

Primeiros Erros

Grandes surpresas: dia 16 chegou Giovana (filhinha de Bia e Marcos), fiquei tão feliz e acabei esquecendo do aniversário de Bia no dia 24 (Felicidades minha amiga). Dia 17 depois de vinte anos, reencontrei o grande amigo Claudyo Casares (o melhor de tudo foi ouvir: que eu continuava a mesma, amigo as vezes mente), ainda fui presenteada com uma de suas telas (borboleta) e um livro.
Te adoro amigo!
Minha folga nesse domingo dia 27, foi um dos melhores dias dos últimos tempos, fui ao show de "Euclides Marques, Luizinho 7 cordas e participação do Quinteto em Branco e Preto" - Projeto Metso e Produção de Marco de Almeida (grande produtor, de bom gosto e profissionalismo, que trouxe a todos nós muita cultura e gratuita). Sem contar a felicidade de rever e estar com os amigos.





Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde vou
Meu destino não é de ninguém
Eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende, não vê
Se não me vê, não entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol
Minha mente virasse sol
Mas, só chove e chove,ou
Mas, só chove e chove, chove
Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
O meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas, só chove e chove
Mas, só chove e chove
O meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas, só chove e chove ou
Mas só chove e chove ouuuu

(Kiko Zambianchi)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Eu quero te roubar prá mim

Essa imagem é uma das minhas primeiras paixões: avião.
O biplano é especial, lembra o livro de Richard Bach "O Biplano", é muita emoção e paixão num só livro! Ainda me lembro, tinha uns 8 anos, meu Pai nos levou ao Aero Clube de Sorocaba (antigamente se falava: Campo da Aviação), era festa, quando vi a "Esquadrilha da Fumaça" (ainda eram os antigos T-6), senti uma emoção que não dá para explicar. Coisa um pouco estranha para uma menina, mas sempre fui estranha mesmo, quando vi a decolagem, toda a subida até chegarem as acrobacias, a fumaça e o barulho dos motores ... para mim era poesia! Sem contar outras atrações . Desde os 20 anos quero fazer uma tatuagem de um biplano (ainda faço). Frequentei muitos anos o Aero Clube, lá foi o primeiro trabalho , lá conheci o Pai de Lígia. Um dia com calma, falo sobre as aulas nos "Paulistinhas" com o instrutor Paulo Fernandes.
É que hoje me veio essa lembrança, não poderia ficar só para mim .








Eu quero te roubar prá mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido
Mas que perder seja
O melhor destino...
Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só
Já era o que eu queria achar
Quando você chama meu nome
Eu que também
Não sei aonde estou
Prá mim que tudo era saudade
Agora seja lá o que for...
Eu só quero
qual rua
Minha vida
Vai encostar na tua...

(Encostar na Tua - Ana Carolina)

terça-feira, 22 de julho de 2008

Quero te dizer que te amo!


Quero te dizer que te amo. Sem idéias, palavras, pensamentos. Quero fazer que te amo só de amor. Com sentimentos, sentidos, emoções. Quero curtir que te amo só de amor. Olho no olho, cara a cara, corpo a corpo. Quero querer que te amo só de amor .São sombras as palavras no papel. Claro-escuros projetados pelo amor, dos delírios e dos mistérios do prazer. Apenas sombras as palavras no papel.Ser-não-ser refratados pelo amor no sexo e nos sonhos dos amantes. Fátuas sombras as palavras no papel.Meu amor te escrevo feito um poema de carne, sangue, nervos e sêmen. São versos que pulsam, gemem e fecundam. Meu poema se encanta feito o amor dos bichos livres asa urgências dos cios e que jogam, brincam, cantam e dançam fazendo o amor como eu faço o poema.Quero da vida às claras superfícies onde terminam e começam meus amores. Eu te sinto na pele, não no coração. Quero do amor às tenras superfícies onde a vida é lírica porque telúrica, onde sou épico porque ébrio e lúbrico. Quero genitais todas as nossas superfícies.Não há limite para o prazer, meu grande amor, mas virá sempre antes, não depois da excitação.Meu grande amor, o infinito é um recomeço. Não há limites para se viver um grande amor. Mas só te amo porque me dás o gozo e não gozo mais porque eu te amo. Não há limites para o fim de um grande amor.Nossa nudez, juntos, não se completa nunca, mesmo quando se tornam quentes e congestionadas, úmidas e latejantes todas as mucosas. A nudez um com o corpo do outro. Por isso a nudez, no amor., não se satisfaz nunca.Porque eu te amo, tu não precisas de mim.Porque tu me amas, eu não preciso de ti. No amor, jamais nos deixamos completar. Somos, um para o outro , deliciosamente desnecessários.O amor é tanto, não quanto. Amar é enquanto, portanto. Ponto.

(Roberto Freire - do livro "Ame e dê Vexame)

Saudades desse choro

Em 1973 "O Duduca" que teve o privilégio de receber a "CARTINHA PRO LEBLON" do Taiguara, é musicada em homenagem ao Maestro Eduardo Souto Neto (Duduca) e incluida no disco "Fotografias". Esse choro lembra meu Pai, o Bonás e o Ricardo que cantam muito bem essa música. Dedico aos amigos.
















Oi, Duduca, meu irmão

Como é que tá esse sol?

Ai, que frio e que saudade

Do feijão e da terrinha

Tô fazendo por aqui

Um choro pra você

Tem a cara de papai

Tô queimando Danny Hills,

Mas já não posso mais

Com o tal do ticken’ pie

Hoje amei e viajei

Por dentro de uma flor

Foi uma indiana linda

Parecida com Nininha

Ai, que falta você faz,

Mas deixa, Deus me traz

De novo pra apertar

O pianinho da paz

E aí, depois das gerais

Vamos fazer muito jazz...




(Taiguara)

domingo, 20 de julho de 2008

Resposta ao Todo Poderoso



Não uso máscaras e sou como sou!

Não sou atriz

Não sei mentir, minha verdade muitas vezes incomoda.

Não sou irônica, apenas escrevo o que um dia me disse, apenas repito-as de forma escrita.

Realmente não sou nada, perdi tudo que tinha (não faz falta).

Não sou frustrada, sou bem resolvida, vivo cada dia como se fosse o último, com dignidade e prazer... amo a vida!

Não sou sozinha... apenas optei!

Tenho verdadeiros amigos, minha família, tenho o amor de Lígia e Ana Luiza (ouvir Mamãe eu te amo não é para todos).

Não moro em bela casa, não tenho carro e não fiz USP, não pertenço a nenhuma Irmandade ou Clube de alta sociedade.

Frequento lugares simples, onde existe o encontro de pessoas ligadas a Cultura.

Trabalho no que gosto, é o que sei fazer, dou o melhor de mim todos os dias (conhecimento e sentimento).

Não tenho salário milhionário, não faço mais grandes viagens.

Tive grandes paixões e alguns amores.

Tive a grande oportunidade de por quase dois anos trabalhar em um hospital, conviver com pessoas de todos os níveis sociais e intelectuais (é o fio da navalha, um caminho muito estreito entre a vida e a morte), experiência profissional e pessoal . Os pobres, ricos, intelectuais, ignorantes, todos... realmente todos: ficam doentes e morrem ! Somos iguais ... E o que se leva dessa vida em nossa passagem (morte), é a bagagem que pode ser grande ou pequena, depende únicamente do caráter de cada um.

Leva-se o sentimento de amizade, amor ao próximo, tudo que se leu, aprendeu, e viu ... tudo de bom que semeou ... esses tais bens materiais de nada valem.

Quero viver muito, com a mesma dignidade que sempre tive. Mas é coisa certa: a minha bagagem é boa! Para você... deixo minha indiferença, o único arrependimento de minha vida (que valeu de experiência para sempre: saiba com quem se envolver), digo mais: cuidado com as pessoas "sofridas", elas são perigosas, elas "sobrevivem" ... eu sou!

O nosso acerto, fica para depois ... cada um vai usar o que tiver na bagagem.


Assim sou eu ... Gostem ou não!

Domingo 13 de julho ... fui presenteada com esse texto (ao fundo a sobra de um violino e uma partitura), vai se transformar num "quadro" e colocarei na porta de meu quarto! Ly Ferraz antes de sair em férias me deu.
Como ela disse: esse texto é cara de Carmen!







Eu nunca fui bem- comportada.
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de bela. Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.
E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória, e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa.
Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
Eu tenho medo de altura, mas não êxito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou.


(Maria de Queiroz)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Eu te amo, eu te sinto, eu te vivo ...

Ainda do livro de Roberto Freire, dois casos de "perdas", duas letras de músicas...
Essa frase matou: eu te amo, eu te sinto eu te vivo!





Se um dia você for embora
Não pense em mim
Que eu não te quero meu
Eu te quero seu.

Se um dia você for embora
Vá lentamente como a noite
Que amanhece sem que a gente saiba
Exatamente
Como aconteceu ...


(Danilo Caymi /Ana Terra)



Sua sombra está aqui sobre a mesa.
E inexplicavelmente, o sol nascente
Vai apagando a minha lâmpada
E não a sua sombra.
Eu sei que você está aqui.
Você nunca me deixou, nunca.
Tenho você dentro de mim,
Bem no fundo , no sangue.l
Você corre em minhas veias,
Você passa por meu coração
E se purifica em meus pulmões.
Eu te amo, eu te sinto, eu te vivo.


(A Carta - Leo Ferré)

Então Final

Essa narrativa faz parte do Fanzine "A Fala da Girafa" (Renata Rocha, Bianca Nóbrega e Paulo Henrique). Lançamento no Depois Bar em 2005, linda festa com exposição de fotos de Renata Rocha e PH.
Narrativa com performance da atriz Angela Maria... e muito Blues com Marcos Boi e João Leopoldo!
Na ocasião, tinha uma certa semelhança com a personagem.
Gosto de sofrer por amor ...(rs)








Então eu estava ali. Sentada na pequena poltrona do ônibus. Reparava em cada cerca que corria, cada árvore amarela de outono, e cada sonho que deixava para trás, vida de despedidas , vida de pequenos e grandes adeus...

Peguei um livro que tinha na bolsa, tentei ler, tentei pensar em qualquer coisa e você ali tomando todo o lugar, tomando todo o ar do meu pulmão e ainda por cima me fazendo sentir uma dor tão grande no peito que chegava a me dar intensas tonturas. Parei com a leitura, parei com a tentativa de te esquecer, já sei que não sou capaz, já sei que você, como sempre, é mais forte do que eu. Você sabe, nunca consegui te olhar nos olhos e ser menos frágil, você sempre com seu sorriso condenando minha inocência e eu sempre com minhas desculpas por não a mulher que você sempre descreveu em seus discursos.

Acho que seria bom conversar com a passageira que viaja ao meu lado, mas logo desisto dessa idéia idiota, essas meias palavras que nada dizem e ainda nos causam um sentimento bestial de gentileza falsa, de bondade pobre...

Se ainda fosse possível dormir... Dormiria o resto da eternidade, dormiria o tempo necessário para levantar noutra vida e não ter essa lembrança amarga do teu sorriso lindo, das tuas mãos correndo meu corpo, do gosto que, por mais que me embebede de café , cerveja, cigarro, cachaça, não sai da minha boca, é você como um espírito branco percorrendo o corredor do ônibus, de ponta cabeça, pendurado no retrovisor, posso ver inclusive tuas costas pelo espelho. E o motorista nada diz? Devia ele te dar uma bronca daquelas, saia daí! Me deixa em paz! E como você sabe me perturbar e me irritar e me dizer tudo o que me faz chorar sem uma só palavra.

Resolvo tirar os sapatos, resolvo tirar a blusa e me entreter com o frio do ar condicionado. Recoloco a blusa, os sapatos, fecho os olhos e ouço a tua voz. Não é possível! Contenho o meu susto e ali está você de novo, agora sentado com uma passageira alta e com grandes lábios . Como eu odeio quando você faz isso, repete com outras mulheres os gestos que eram nossos, que eram só meus! Aquele teu jeitinho de tocar de leve nos joelhos pra falar. Viro-me para ver as tais das árvores que agora não têm mais folhas, deve ter passado tanto tempo aqui ...Tenho medo de olhar de novo para a mulher dos lábios grandes. Mas agora você está cantando com um hinário aberto, num coral de cem mil pessoas, a música infeliz, os olhos fechados, as minhas mãos tentando toca-lo e os gritos agudos das mulheres, um cavalo muito veloz ao lado do ônibus, as mãos do motorista buzinando tentando tirar esse coral imenso do meio da pista e sua voz e tuas músicas preferidas, e teus discos redondos girando, girando, o cavalo branco, o motorista, a tua culpa girando com os discos, minha maneira de te pedir desculpas pelo meu ciúme, a tua maneira de dizer que não me ama, e aquela coral, aquela coral, aquelas vozes todas unidas com a gente naquela tarde de inverno, naquelas noites de indecisão, naquela madrugada ouvindo aquela mulher cantando e cavalgando num enorme cavalo branco, e agora a sacolinha timbrada com o meu vômito verde, despejando de uma só vez todo meu sofrer, toda minha náusea por ver sempre o teu mesmo olhar condenando minha inocência que acabei perdendo nessa nossa loucura, talvez num desse corais... talvez no girar de um desses discos, não sei ... talvez ainda esteja em mim, escondida, a inocência ... a inocência que me aproximou de você e me fez a mulher mais feliz desse ônibus, mais que essa dos lábios grandes, mais do que a japonesa insossa e aquela da padaria, tudo porque eu só consigo entender tua culpa, tuas músicas, enfim, tudo porque não sou capaz de descer desse ônibus e acreditar que é preciso esquecer os sonhos e continuar caminhando pra frente.

(Bianca Nóbrega)

Ame ...

Lendo: "Ame e dê Vexame " (Roberto Freire) e amando, tem bem a minha cara!
E quanto ao vexame, quem já não fez por amor?
Trecho texto que está no livro... é isso mesmo.



"... Se eu faço unicamente o meu
e tu o teu
Corremos o risco de perdemos
Um ao outro e a nós mesmo
Não estou mundo para
Preencher tuas expectativas
Mas estou no mundo para me
Confirmar a ti
Como um ser humano único para
Ser confirmado por ti
Somos plenamente nós mesmos
Somente em relação um ao outro
Eu não te encontro por acaso
te encontro mediante uma vida
Atenta
Em lugar de permitir que as coisas
Me aconteçam passivamente
Posso agir intencionalmente para
Que aconteçam
Devo começar comigo mesmo,
Verdade,
Mas não devo terminar aí:
A verdade começa a dois ... "


(anônimo)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Eu protegi teu nome por amor ...

Uia! linda música ... sinto borboletas no estômago ...
Post para os amigos que fazem aniversário nessa semana: Gustavo, Mário Gelli e Nancy Amaral ... Amigos do Depois Bar ...







Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou...
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor
Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor...

(Codinome Beija-Flor -Cazuza/Reinaldo Arias e Ezequiel Neves)

domingo, 6 de julho de 2008

E o encanto se foi...

Foto linda ...
A vida é colorida e se não está, vamos dar um jeito nisso!






Havia um tempo em que eu vivia
Um sentimento quase infantil
Havia o medo e a timidez
Todo um lado que você nunca viu
Agora eu vejo,
Aquele beijo era mesmo o fim
Era o começo
E o meu desejo se perdeu de mim
E agora eu ando correndo tanto
Procurando aquele novo lugar
Aquela festa o que me resta
Encontrar alguém legal pra ficar
Agora eu vejo,
Aquele beijo era mesmo o fim
Era o começo
E o meu desejo se perdeu de mim
E agora é tarde, acordo tarde
Do meu lado alguém que eu não conhecia
Outra criança adulterada
Pelos anos que a pintura escondia
Agora eu vejo,
Aquele beijo era o fim, ah era o fim
Era o começo
E o meu desejo se perdeu de mim
E nunca mais, nunca mais, ou...


(A Cruz e a Espada - Renato Russo)

sábado, 5 de julho de 2008

Equilíbrio ...

Amei essa foto (Equilíbrio)... disso que preciso!
Li que as pessoas estão praticando: "blogterapia" e será que cura?
Não sei... mas é uma forma de dizer tudo que sentimos, que vivemos ou deixamos de viver ...
Momento complicado e preciso de força. Algo que me ocupe o "espaço".
Também vi o filme: P.S.: I Love You e chorei ...
Sempre falo: o homem ideal é aquele que "nos faz rir".
Quando vi o personagem, lembrei que tive uma pessoa assim : especial.
Parabéns Jú (irmã) do Rafael pelo aniversário hoje.
E amanhã niver de Vivian e Cíntia ... felicidades!!!
E vamos fazer uma festa ...



Pra mim
Basta um dia
Não mais que um dia
Um meio dia
Me dá
Só um dia
E eu faço desatar
A minha fantasia
Só um
Belo dia
Pois se jura, se esconjura
Se ama e se tortura
Se tritura, se atura e se cura
A dor
Na orgia
Da luz do dia
É só
O que eu pedia
Um dia pra aplacar
Minha agonia
Toda a sangria
Todo o veneno
De um pequeno dia
Só um
Santo dia
Pois se beija, se maltrata
Se come e se mata
Se arremata, se acata e se trata
A dor
Na orgia
Da luz do dia
É só
O que eu pedia, viu
Um dia pra aplacar
Minha agonia
Toda a sangria
Todo o veneno
De um pequeno dia...


(Chico Buarque)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Terminou a festa!

Com Junior

Perdi o "glamour"...

Mad Dog Blues

Primeiro pedaço para Lígia ...

Adivinhem qual foi o meu pedido?

Com Alexandre

Uma pose ... "cortar o bolo"


A bela Marina, João Leopoldo e Eu


E campari ...

mais Junior ...

Com Marco Correa

"Bluesman" Marcos Boi (o Pai do ano)

Quero mais ...

Com Sidnei

Lígia e Marcos Boi

Samuel ...

Lígia e Samuel


Uma estrela?

Hélio, Mercedes e Jú

Com Fernandinho

Com Humberto


Lígia e Viana


Genro lindo ...



Em "que" pensava ...




"La Amour..."


Mercedes e Hélio



frescura ...

Linda


Urias

 
Template by CriaRecria - Todos os direitos reservados!