terça-feira, 30 de dezembro de 2008

La Vie

domingo, 28 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo

"Para seu inimigo, perdão.
Para um oponente, tolerância.
Para um amigo, seu coração.
Para um cliente, serviço.
Para todos, caridade.
Para toda criança, um exemplo do bem.
Para você, respeito."
(Oren Arnold)
Isso é muito lindo, peguei da mensagem que a minha gerente deixou no quadro.
Realmente se seguirmos isso: seremos mais felizes!
Em três dias estaremos no Ano Novo.
Dois dias antes do Natal, estava atendendo um cliente, muito educado e sempre amigo e perguntou:
- Carmen, o que você me diz do ano que passou, conseguiu tudo o que queria, seus projetos saíram da gaveta?
Quase nem pensei e respondi:
- Faltou um amor, sim isso faltou! (rs)
Foi um ano bacana, mudanças aconteceram.
Um novo trabalho (segmento diferente), novos amigos (uns que chegaram e outros que se foram), muita música, nova tattoo, o encontro de Lígia e Rafael (o noivado), os sustos que meu Pai nos deu (perdi a conta), Ana Luiza sempre me lembrando que estou viva e tenho que continuar a luta.
Ouvir Ana Luiza cantando no Coral me fez muito feliz.
Fazendo um balanço geral, eu diria: que deveria ter encontrado mais vezes com os amigos (não tive tempo), vi pouco minha Mãe, perdi alguns eventos importantes (que adoraria ter ido, mas não deu), os possíveis encontros com o "violonista" (que nunca deram certo ou chegaram acontecer), senti falta de sair mais na "noite".
Mas para o próximo ano, tenho vários projetos, incluindo fazer o que não pude nesse ano. E quem sabe, em uma dessas esquinas da vida, eu me apaixone.
Desejo a todos um ótimo Ano Novo, que nunca nos falte saúde e paz.
Que Deus ilumine nossos caminhos.
A música de Ivan Lins (Acaso) é para Lígia e Rafa, o "acaso" deu uma "força" para encontrarem a felicidade.
Um grande abraço no coração de meus amigos queridos, que nunca me deixam sozinha.
Amo todos.
Grande Abraço nos Amigos
Não sei se o acaso quis brincar
Ou foi a vida que escolheu
Por ironia fez cruzar
O meu caminho com o seu
Eu nem queria mais sofrer
A agonia da paixão
nem tinha mais o que esquecer
Vivia em paz, na solidão
Mas foi te encontrar
E o futuro chegou como um pressentimento
meu olhos brilharam, brilharam
No escuro da emoção
Não sei se o acaso quis brincar
Ou foi a vida que escolheu
Por ironia fez cruzar
O seu caminho com o meu...


(Ivan Lins/Abel Silva)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Estela

"Sou como você me vê, posso ser leve como uma brisa,ou forte como uma ventania, depende de quando, e como você me vê passar."
(Clarice Lispector)

Assim é Estela, como a citação de Clarice Lispector!
Fotos de seu aniversário na Choperia 566 com muita música.
Essa menina vai deixar saudade, está de viagem para Belém (PA), lá que vou passar minha férias (sem pagar hotel ...rs).Vou sentir saudade de seu abraço, quando precisei (com a doença de meu Pai), ela aparecia do "nada" e me falava:

- Você precisa de um abraço, eu sinto isso!

Realmente eu precisava e me fortalecia.
Ela me conquistou com o seu jeito doce.



Com Estela

Cíntia, Regina e Eu

"costa"


Só festa

Só festa

Adoro fim de ano, muito trabalho e muitas festas.
Postei algumas fotos da nossa "Confraternização", uma bela feijoada, bons amigos, e a banda (cantando: o movimento é sexy... sexy...).
O ponto alto da festa foi o "karaokê": Tati e Luiz (um show com a música brega "Não se vá"), Estela e Ly Ferraz : cantaram muito, Ricardo foi uma surpresa (mandou bem) mas foi pagode (rs).
Teve até Papai Noel.
Nesse dia Ana Luiza aprendeu a jogar brilhar com Daniel.
Na foto da minha nova "tattoo", era para aparecer mais o desenho, mas é borbeleta.
"Sonhe com o que você quiser. Vá para onde você queira ir. Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz."
(Clarice Lispector)
Com Papai Noel e Ana Luiza

Petit

nova Tattoo

Alexandra, Ly, Andrea, Angel e Regina

Lindas

Gatas

Nós ...

Ana Luiza

Estela, Daniel,Tatiane, Angelita, Débora e Vivan

domingo, 30 de novembro de 2008

Toma-me

Poema de Hilda Hilst para Ly Ferraz e Leeh, que fizeram aniversário essa semana.




"Demoiselles d'Avignon" - Pablo Picasso




Toma-me.
A tua boca de linho sobre a minha boca Austera.
Toma-me agora, antes
Antes que a carnadura se desfaça em sangue, antes
Da morte, amor, da minha morte, toma-me
Crava a tua mão, respira meu sopro, deglute
Em cadência minha escura agonia.
Tempo do corpo este tempo. Da fome
Do de dentro. Corpo se conhecendo, lento,
Um sol de diamante alimentando o ventre,
O leite da tua carne, a minha
Fugidia.
E sobre nós este tempo futuro urdindo
Urdindo a grande teia. Sobre nós a vida
A vida se derramando. Cíclica. Escorrendo.
Te descobres vivo sob um jogo novo.
Te ordenas. E eu delinqüescida: amor, amor,
Antes do muro, antes da terra, devo
Devo gritar a minha palavra, uma encantada
Ilharga
Na cálida textura de um rochedo. Devo gritar
Digo para mim mesma.
Mas ao teu lado me estendo
Imensa
De púrpura. De prata. De delicadeza.


(Hilda Hilst)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Um pouco mais de Elisa Lucinda

Adoro a linguagem de Elisa Lucinda.
Algumas palavras chocam um pouco, mas é nosso cotidiano.
Escreve bem, interpreta, canta e linda... quer mais?
Visitem o site, sintam um pouco mais dos belos poemas, conheçam o trabalho feito pela ONG.




A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
Que eu já tô ficando craque em ressurreição
Bobeou eu tô morrendo
Na minha extrema pulsão
Na minha extrema-unção
Na minha extrema menção
de acordar viva todo dia
Há dores que sinceramente eu não resolvo
sinceramente sucumbo
Há nós que não dissolvo
e me torno moribundo de doer daquele corte
do haver sangramento e forte
que vem no mesmo malote das coisas queridas
Vem dentro dos amores
dentro das perdas de coisas antes possuídas
dentro das alegrias havidas
Há porradas que não tem saída
há um monte de "não era isso que eu queria"
Outro dia, acabei de morrer
depois de uma crise sobre o existencialismo,
terceiro mundo, ideologia e inflação...
E quando penso que não...
me vejo ressurgida no banheiro
Sem cor, sem fala
nem informática nem cabala
eu era uma espécie de Lázara
poeta ressuscitada
passaporte sem mala
com destino de nada!
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
ensaiar mil vezes a séria despedida
a morte real do gastamento do corpo
a coisa mal resolvida
daquela morte florida
cheia de pêsames nos ombros dos parentes chorosos
cheio do sorriso culpado dos inimigos invejosos
que já to ficando especialista em renascimento
Hoje, praticamente, eu morro quando quero:às vezes só porque não foi um bom desfecho
ou porque eu não concordo
Ou uma bela puxada no tapete
ou porque eu mesma me enrolo
Não dá outra: tiro o chinelo...
E dou uma morrida!
Não atendo telefone, campainha...
Fico aí camisolenta em estado de éter
nem zangada, nem histérica, nem puta da vida!
Tô nocauteada, tô morrida!
Morte cotidiana é boa porque além de ser uma pausa
não tem aquela ansiedade para entrar em cena
É uma espécie de venda
uma espécie de encomenda que a gente faz
pra ter depois ter um produto com maior resistência
onde a gente se recolhe (e quem não assume nega)
e fica feito a justiça: cega
Depois acorda bela
corta os cabelos
muda a maquiagem
reinventa modelos
reencontra os amigos que fazem a velha e merecida
pergunta ao teu eu: "Onde cê tava? Tava sumida, morreu?"
E a gente com aquela cara de fantasma moderno,
de expersona falida:- Não, tava só deprimida.

(Elisa Lucinda) http://www.escolalucinda.com.br/

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Querido Pedro

Sexta-feira, entrei na primeira sala e prendi o salto do sapato na tomada, não fosse minha facilidade em administrar sentimentos ou "saia justa", desmaiaria ou viraria líquido! Encontrei meu entrevistador: jovem, bonito, simpático, muito educado (com procedência). E tornei-me membro de sua equipe.
Oito meses, experiência, aprendizagem e conviver com uma pessoa iluminada. Consegui dar um "Up", motivou-me a "recomeçar", estou gostando de "tentar" aprender inglês.
Caso fosse uma "despedida" eu colocaria Nina Simone cantando "Ne me quitte pas", mas é uma oportunidade de crescimento, então vou colocar B.B. King cantando um belo Blues e brindaremos com vinho tinto. Como diz o poeta: "Levamos uma vida inteira para amar uma pessoa especial, quem é especial fica!"
Boa sorte querido, nessa nova fase de sua vida, todo meu sentimento nas palavras de Mário Quintana.

Te adoro!




Pedro Pina




É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente,
o vento das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale sutilmente, no ar,
a trevo machucado, as folhas de alecrim desde há muito guardadas não se sabe por quem
nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela e respirar-te,
azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista que nunca te pareces com o teu retrato... E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.


(Mário Quintana)

Muita Bossa

Domingo dia 16, Parque do Campolim lotado, nem o intenso sol afastou o público, quase 5000 pessoas para ver mais um show do Projeto Metso Cultural, com produção da MDA International : Laércio de Freitas Trio e Emílio Santiago. Consegui uma sombra e pontualmente 11h iníciou com um repertório de "bossa" (instrumental), depois entrou Emílio Santiago (vestindo uma camiseta : "Barack Obama - Vote"), cantando nada mais que "Eu sei que vou te amar ".
Uma hora e meia de boa música.
Para saber mais do Projeto e agenda: http://www.mdainternational.com.br/ também pelo site http://www.teiacultural.com.br/ (esse site é muito bacana, divulga e faz coberturas de eventos culturais), um ano no "ar" sem patrocínio, tudo feito com a maior boa vontade, competência e amor pela cultura.


Emílio Santiago

A noite eu e Ana Luiza (com os amigos Rafael, Vivian, Luiz , Débora avec namorado), curtimos o "Circo Roda Brasil" com o espetáculo "Oceano".Tudo impecável: roteiro, cenografia, trilha sonora e atores (um luxo).

Formado da união dos grupos Parlapatões e Pia Fraus, o Circo Roda Brasil está com o novo espetáculo "Oceano", a trupe segue com a proposta de renovação da arte circense brasileira agregando novas técnicas aos já tradicionais palhaços, trapezistas e malabaristas. Desta vez, algumas das novidades são os "jumpers", espécie de perna-de-pau que ajuda o artista a saltar e a utilização de patinadores em "halfs" espalhados pelo palco. "Tentamos ampliar o público para falarmos também com os jovens, com uma leitura contemporânea do espetáculo de variedades que é o circo", diz Hugo Possolo, diretor artístico do espetáculo "Oceano" e fundador do grupo Parlapatões.É com a proposta de mistura de linguagens que "Oceano" conta a história de um menino que perde seu patinho de borracha durante o banho na banheira e, quando tenta recuperar o brinquedo, acaba sendo levado pelo ralo e cai no fundo do mar. Lá, o menino encontra pingüins patinadores, sereias e piratas trapezistas, cavalos-marinhos acrobatas e outros seres marinhos circenses. Circo Roda Brasil mistura referências e características típicas dos dois grupos que o compõem, agregando o lado cômico e físico dos Parlapatões à experiência cênica com bonecos e artes plásticas do Pia Fraus.
http://www.circorodabrasil.com.br/




Esse é lindo

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Eu te amo e suas estréias

Elisa Lucinda nasceu em Vitória, no Espírito Santo, onde se formou em jornalismo e chegou a exercer a profissão. Em 1986, mudou-se para o Rio disposta a seguir a carreira de atriz. Trabalhou em algumas peças, como "Rosa, um Musical Brasileiro", sob direção de Domingos de Oliveira, e "Bukowski, Bicho Solto no Mundo", sob direção de Ticiana Studart. Integrou, ainda, o elenco do filme "A Causa Secreta", de Sérgio Bianchi."O Semelhante", onde a poeta se apresenta declamando seus versos e conversando com a platéia, estreou no Rio e teve temporadas de sucesso em várias capitais. No mesmo formato apresentou "EU TE AMO Semelhante", também com excelente receptividade. Publicou, entre outros, os livros "A Menina Transparente", "Eu te amo e suas estréias", "O Semelhante" e a "Coleção Amigo Oculto" (trilogia infantil). Gravou os Cd’s de poesias: “Semelhante” e “Eu te amo e suas Estréias” .Há quem critique a temática por demais cotidiana da poesia de Elisa. "A grandeza de um céu estrelado está presente no cotidiano das pessoas; minha poesia fala do cotidiano, sim, pois para mim os sentimentos mais profundos, alegres ou tristes, podem ser traduzidos de forma cotidiana e simples", ela rebate.


Te amo mais uma vez esta noite
talvez nunca tenha cometido “eu te amo”
assim tantas seguidas vezes, mal cabendo no fato
e no parco dos dias.
Não importo, importa é a alegria límpida
de poder deslocar o “Eu te amo”
de um único definitivo dia
que parece bastá-lo como juramento
e cuja repetição parece maculá-lo ou duvidá-lo…
Qual nada!Pois que o eu te amo é da dinâmica dos dias
É do melhoramento do amor
É do avanço dele
É verbo de consistência
É conjugação de alquimia
É do departamento das coisas eternas
que se repetem variadas e iguais todos os dias
na fartura das rotações e seus relógios de colmeias
no ciclo das noites e na eternidade das estréias:
O sol se aurora e se põe
com exuberância comum e com novidade diária
e aí dizemos em espanto bom: Que dia lindo
E é! Porque só aquele dia lindo
é lindo como aquele.
Nossa sede, por mais primitiva,é sempre uma
Uma loucura da falta inédita
até o paraíso da água nova
no deserto da nova goela.
Ela, a água, a transparente obviedade que
habita nosso corpo
e nos exige reposição cujo modo
é o prazer.Vê: tudo em nós comemora
ao novo milenar de si
todas as horas:
Comer é novidade
Dormir é novidade
Doer é novidade
Beber é novidade
Sorrir é novidade
Banhar-se é novidade
Transar é novidade
Beijar é novidade
Maravilhosa repetitiva verdade que se
expõe em cachos a nosso dispor
variando em sabor e temor e glória
Por isso eu te amo agora
como nunca antes
Porque quando eu te amei ontem
Eu te amava naquele tempo
e sou hoje o gerúndio
daquela disposição de verbo
Eu te amo hoje com você dentro
embora sem você perto
eu te amo em viagem
portanto em viragem
diferente da que quando
estava perto.
Meu certo é alto, forte
Eu te amo como nunca amei
você longe, meu continente, meu rei
Eu te amo quantas vezes for sentido
e só nesse motivo é que te amarei.


(Elisa Lucinda)

domingo, 9 de novembro de 2008

O que é o amor?

Acordei atrasada e perdi a prova. E ouvia no rádio Selma Reis. Depois do atraso, concentrei-me na música, lembrei de "Riacho Doce", quem não se lembra da bela "loura" Vera Fischer mergulhando nas águas de Fernando de Noronha? A praia de Riacho Doce em Alagoas também é linda demais! Acabou a música e penso, o fim do ano chegou, a cidade já está em clima de natal, as pessoas também. Percebo que muita gente muda de comportamento, "paira" uma certa bondade forçada, não é bem por aí . Isso tem que ser o ano todo. Nossa vida é uma correria, não temos tempo para a família, amigos ou até mesmo para nós. Tento aproveitar o máximo de tudo isso, claro que não sou Madre Teresa de Calcutá período integral, mas procuro ser transparente em meus sentimentos e atitudes.
Nem tento recuperar o tempo perdido, já que o natal está chegando.
Só nos resta: "amar" todos que encontrar pelo meu caminho.

O que é o amor?
Onde vai dar?
Parece não ter fim
Uma canção
Cheirando a mar
Que bate forte em mim
O que me dá
Meu coração
Que eu canto
Pra não chorar?
O que é o amor?
Onde vai dar?
Por que me deixa assim?
O que é o amor?
Onde vai dar?
Luar perdido em mim...
(Danilo Caymmi/Dudu Falcão)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Valsa Brasileira





Vivia a te buscar
Porque pensando em ti
Corria contra o tempo
Eu descartava os dias
Em que não te vi
Como de um filme
A ação que não valeu
Rodava as horas pra trás
Roubava um pouquinho
E ajeitava o meu caminho
Pra encostar no teu
Subia na montanha
Não como anda um corpo
Mas um sentimento
Eu surpreendia o sol
Antes do sol raiar
Saltava as noites
Sem me refazer
E pela porta de trás
Da casa vazia
Eu ingressaria
E te veria
Confusa por me ver
Chegando assim
Mil dias antes de te conhecer.


(Edu Lobo/Chico Buarque)

sábado, 1 de novembro de 2008

Homenagem "100 anos de Cartola"

Parabéns ao Jornal Cruzeiro do Sul (José Antonio Rosa), ao músico Lucas Sales e Grupo e ao Bar Depois, pela homenagem ao nosso grande compositor "Cartola". Pela manhã quando vi o jornal, delirei ... Em pensar que jovens músicos pesquisam e fazem "boa música".
Lembrando também que é aniversário do músico Jadson Fernandes (que estará no Bar Depois): parabéns querido, nós te amamos.




Show com o cantor Lucas Sales, que tem o timbre vocal parecido com o do compositor, resgata clássicos como 'As Rosas não falam' e 'O Mundo não é um Moinho'.
Há dois anos, o cantor Lucas Sales estava no bar Na Aba, tradicional reduto de sambistas do bairro de Pinheiros, em São Paulo, quando foi convidado a dar uma canja. No palco, interpretou Acontece, de Cartola, um de seus autores preferidos.
No exato momento da apresentação, entra na casa Beth Carvalho. Depois de assistí-lo, impressionada, ela diz: - E não é que o Agenor baixou no menino?. A avaliação mais do que abalizada referia-se ao timbre vocal muito parecido com o do sambista, cujo centenário de nascimento é comemorado em 2008.
O público de Sorocaba terá a oportunidade de conhecer, em primeira mão, o trabalho e conferir de perto a semelhança. É que Lucas apresenta, hoje, a partir das 22h, no Depois Bar, um tributo ao compositor.
Ele pretende transformar a produção num show e excursionar pelo país. Em cena, estará acompanhado de uma formação que lembra os regionais da época de ouro. Estão no grupo João Paulo Barbosa (sax e flauta), Fabinho (violão de sete cordas), Fábio Leal (bandolim) e, muito provavelmente, o percussionista Cléber Almeida.
Esse time executa um repertório que destaca clássicos de todos os tempos, como Alvorada, O sol nascerá, Peito Vazio, Preciso me Encontrar, Não quero mais amar a Ninguém, Sala de Recepção, e, claro, O Mundo é um Moinho e, com certeza, As Rosas não Falam.
Lucas contou ao Mais Cruzeiro que quis dar ao espetáculo um toque de originalidade e aproveitou ao máximo o fato de ter a mesma tessitura vocal que a de Cartola. Não se trata, ele garante, de imitação, mas de trabalhar os recursos de que dispõe.
Músico da noite, Lucas Sales tem composições próprias que deve incluir num CD a ser gravado oportunamente. O projeto, ele explica, depende de patrocínio. Os temas podem ser categorizados no que se convencionou chamar de música popular universal, bem ao estilo do que faz Hermeto Pascoal, outra influência que o artista assume.

A cartola do pedreiro


Cartola (1908-1980), o autor que será homenageado na apresentação de logo mais, nasceu no bairro do Catete, no Rio de Janeiro. Batizado Agenor de Oliveira, tinha oito anos quando sua família se mudou para Laranjeiras e 11 quando passou a viver no morro da Mangueira, de onde não mais se afastaria.
Passando por diversas escolas, conseguiu terminar o curso primário, mas aos 15 anos, depois da morte da mãe, deixou a família e a escola, iniciando a vida de boêmio. Após trabalhar em várias tipografias, empregou-se como pedreiro.
Vem dessa época o apelido, pois usava sempre um chapéu para impedir que o cimento lhe sujasse a cabeça. Em 1925, com o Carlos Cachaça, que se tornaria seu mais constante parceiro, foi um dos fundadores do Bloco dos Arengueiros.
Da ampliação e fusão desse bloco com outros existentes no morro, surgiu, em 1928, a Estação Primeira de Mangueira, segunda escola de samba carioca. Apesar da facilidade para compor, e da riqueza melódica das criações, pouco do seu talento foi aproveitado. Problemático, Cartola simplesmente desaparece do bairro onde vivia em 1941. Muita gente chegou a pensar que ele tivesse morrido. Foi o cronista Sérgio Porto que, em 1956, quinze anos mais tarde, o resdecobriu lavando carros em uma garagem de Ipanema e trabalhando à noite como vigia de edifícios.
Casado, nos anos 60, com Eusébia Silva do Nascimento, a Zica, Cartola transforma a casa onde mora num ponto de encontro de sambistas. Entre as tantas histórias que contam das reuniões lá organizadas, à base de feijoada e caipirinha, uma ganhou status de lenda.
Consta que Ciro Monteiro, conhecido pelo apetite desmedido, abusou do direito de comer num dos almoços a que compareceu e passou mal. Conhecido como Formigão, Monteiro assustou outros convidados que pensaram estar diante de um quadro bem mais grave.
Um garoto corre até dona Zica e avisa do problema. Ela, então, prepara e serve a ele um chá para reverter os efeitos do mal estar. Ciro pega a xícara e, antes de beber, pergunta: - Não tem uma bolachinha para acompanhar?.
A gravação do primeiro disco só aconteceria em 1974, quando Cartola conta já com 66 anos de idade. Logo depois, em 1976, sai o segundo LP, que continha uma de suas mais famosas criações, As rosas não falam. Em 1978, quase aos 70 anos, muda-se para o bairro de Jacarepaguá, buscando um pouco mais de tranqüilidade, na tentativa de continuar compondo. Em 1979, lançou seu quarto álbum, Cartola 70 anos. Descobre, nesta época, que estava com câncer, doença que causaria sua morte, em 30 de novembro de 1980.
(Jornal Cruzeiro do Sul - João Antonio Rosa)


Serviço:
"Tributo a Cartola"
Com Lucas Sales e Grupo
Hoje a partir das 22h, no Bar Depois, à rua Cônego Januário Barbosa, 123 - Sorocaba

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Pequena Ode Mineral





Desordem na alma
que se atropela
sob esta carne
que transparece.
Desordem na alma
que de ti foge,vaga fumaça
que se dispersa,
informe nuvem
que de ti cresce
e cuja face
nem reconheces.
Tua alma foge
como cabelos,cunhas, humores,
palavras ditas que não se sabe
onde se perde
me impregnam a terra
com sua morte.
Tua alma escapa
como este corpo
solto no tempo
que nada impede.
Procura a ordem
que vês na pedra:nada se gasta
mas permanece.
Essa presença
que reconheces
não se devora
tudo em que cresce.
Nem mesmo cresce
pois permanece
fora do tempo
que não a mede,
pesado sólido
que ao fluido vence,que sempre ao fundo
das coisas desce.
Procura a ordem
desse silêncio
que imóvel fala:silêncio puro.
De pura espécie,voz de silêncio,mais do que a ausência
que as vozes ferem.


(João Cabral M Neto)

Canção da América

Aos amigos queridos: presentes, ausentes, de perto ou de longe e os que se foram .
Gostaria de colocar a foto de cada um, mas não é possível. Escolhi a capa de "Clube da Esquina" Milton Nascimento e Lô Borges para representar todos.

Sinto saudades de alguns que moram longe (Renata e Claudyo), os que demoram aparecer por terem muitos compromissos (mas sempre estão em meu pensamento). Aos que já se foram e um dia com certeza nos encontraremos, aqueles que sempre estão a meu lado, os mais recentes (que convivem diariamente comigo) e as minhas filhas Lígia e Ana Luiza (grandes amigas).




Amigo é coisa prá se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção
Que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver seu amigo partir...
Mas quem ficou
No pensamento vôou
Com seu canto
Que o outro lembrou...
E quem voou
No pensamento ficou
Com a lembrança
Que o outro cantou...
Amigo é coisa prá se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância
Digam não...
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração...
Pois seja o que vier
Venha o que vier
Venha o que vier...
Qualquer dia amigo
Eu volto a te encontrar
Qualquer dia amigo
A gente vai se encontrar...
Pois seja o que vier
Venha o que vier
Venha o que vier...
Qualquer dia amigo
Eu volto a te encontrar
Qualquer dia amigo a gente
Vai se encontrar...


(Milton Nascimento/Fernando Brant)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Carta aos Amigos

"O sol poente" - Tarsila do Amaral

Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me presenteasse um fragmento de vida, possivelmente não diria tudo o que penso mas em definitivo pensaria tudo o que digo.
Daria valor as coisas, não pelo que valem, senão pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais,entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os demais se detêm, despertaria quando os demais dormem.
Escutaria quando os demais falam, e como desfrutaria um bom sorvete de chocolate! Se Deus me obsequiasse um fragmento de vida, vestiria simples, me atiraria de bruços ao sol, deixando descoberto, não somente meu corpo senão minha alma. Deus meu, se eu tivesse um coração, escreveria meu ódio sobre o gelo, esperaria que saísse o sol.
Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que lhes ofereceria à lua. Regaria com minhas lágrimas as rosas, para sentir a dor de seus espinhos, e o encarnado beijo de suas pétalas...
Deus meu, se eu tivesse um fragmento de vida... Não deixaria passar um só dia sem dizer as pessoas que quero, que as quero. Convenceria a cada mulher ou homem de que são meus favoritos e viveria enamorado do amor. Aos homens lhes provaria quão equivocados estão ao pensar que deixam de enamorar-se quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de enamorar-se! A criança lhe daria asas,
porém lhe deixaria que sozinho aprendesse a voar.
Aos velhos lhes ensinaria que a morte não chega com a velhice senão com o esquecimento.
Tantas coisas tenho aprendido de vocês, os homens... Tenho aprendido que todo o mundo quer viver no topo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa. Tenho aprendido que quando um recém nascido aperta com seu pequeno punho, pela primeira vez, o dedo do pai, o tem apanhado para sempre. Tenho aprendido que um homem só tem o direito de olhar a outro com o olhar baixo quando há de ajudar-lhe a levantar-se.
São tantas coisas as que tenho podido aprender de vocês, porém realmente de muito não haverão de servir, porque quando me guardarem dentro dessa mala,
infelizmente estarei morrendo.

(Gabriel Garcia Márquez)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Perder-se também é caminho




As pessoas que se comprazem no sofrimento, que gostam de sentir-se infelizes e fazer aos outros infelizes, jamais poderão orgulhar-se de sua beleza.
O mau humor, o sentimento de frustração, a amargura marcam a fisionomia, apagam o brilho dos olhos, cavam sulcos na face mais jovem, enfeiam qualquer rosto.
Essa é a razão porque a mulher, que cultiva a beleza, deve esforçar-se para ser feliz.
Felicidade é estado de alma, é atmosfera, não depende de fatos ou circunstâncias externas.


(Clarice Lispector)


Foto blog:
www.literatus.blogspot.com

sábado, 25 de outubro de 2008

Cheirando a flor de laranjeira

Wilson Simonal, lembro do seu jeito singular de cantar.
Ouvi "Sá Marina" na voz de Ivete Sangalo, mas tive tanta saudade em ouvi-lo. Era criança quando tudo aconteceu, não entendo como uma "fofoca" foi acabar com sua carreira artística, vida profissional e pessoal, e só muito tempo depois de sua morte, só então, a família conseguiu provar sua inocência.
Que perigo, odeio fofocas.

E ficou Wilson Simoninha herdeiro da bela voz.





Descendo a rua da ladeira
Só quem viu que pode contar
Cheirando a flor de laranjeira
Sá Marina vem pra cantar
De saia branca costumeira
Gira o sol que parou pra olhar
Com seu jeitinho tão faceira
Fez o povo inteiro cantar
Roda pela vida afora
E põe pra fora, essa alegria
Dança que amanhece o dia pra se cantar
Dança que essa gente aflita
Se agita e segue, no seu passo
Mostra toda essa poesia no olhar
Fez o povo inteiro cantar
E fez o povo inteiro cantar...

Roda pela vida afora
E põe pra fora, essa alegria
Dança que amanhece o dia pra se cantar
Dança que essa gente aflita
Se agita e segue, no seu passo
Mostra toda essa poesia no olhar
Deixando os versos na partida
E só cantigas pra se cantar
Naquela tarde de domingo
Fez o povo inteiro cantar
E fez o povo inteiro cantar
E fez o povo inteiro cantar
E fez o povo inteiro cantar


(Sá Marina - Antonio Adolfo/Tibério Gaspar)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Uma voz no vento

Foto é capa do disco "Encontros e Despedidas" de Milton Nascimento, a letra é uma música muito bem interpretada por Leila Pinheiro, e que eu amo!
Um beijo especial aos amigos Elaine e Ricardo, parabéns pela chegada de "Victor".





Uma voz no vento
Chama azul do dia
Doce perfume, canção
Uma voz no tempo
Resiste na noite
E as lágrimas fogem de ti
Uma voz no vento
Uma voz me chama
Brisa de amor
Doce coração
Uma voz no tempo
Carinho na alma
E as lágrimas fogem de ti
Se quem chegou partiu
Se quem virá já foi
Só pra quem fica
Os dias são todos iguais
Mil sonhos pra enterrar
Ventos e vendavais
Corpo e alma vergam
Se os anos pesam demais
No coração
Uma voz no vento
Chama azul do dia
Doce perfume, canção
Uma voz no tempo
Resiste na noite
E as lágrimas fogem de ti
E as lágrimas fogem de mim
E um rio se forma de nós.


(Marcus Viana) www.marcusviana.com.br

Sentir Saudade




Sentir saudade é merecimento e digo sem medo
Sentir saudade é como a poesia encarnada
A espera de alforria e palavra cantada
Luzir saudade, rever saudade

Quando vestido me dispo de saudade
Quando estou nu me pego de saudade
Quando me pego te espero com saudade
Quando te espero me visto de saudade

Sinto saudade até te esquecendo
Sinto saudade lhe vendo e lhe tendo
Sinto saudade as vezes doendo
Sinto saudade enquanto estou vivendo

(André Madi)
www.myspace.com/andremadi

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Impulsiva


Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever?
Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente.
O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos.
E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta?
E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura.
Vou pensar no assunto.
E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.
(Clarice Lispector)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

E lá se vai ...





Porque se chamava moço
também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, aço, aço...
Porque se chamava homem
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases lacrimogênios
Ficam calmos, calmos...
E lá se vai mais um dia...
E basta contar compasso
E basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção e o coração
Na curva de um rio, rio ...
E lá se vai mais um dia...
E o Rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeiras
Entope o meio-fio
Esquina mais de um milhão quero ver então
A gente, gente, gente...
E lá se vai mais um dia...


(Flávio Venturini/Lô Borges/Mácio Borges)
http://www.loborges.com.br/

domingo, 19 de outubro de 2008

Mil Perdões

Falar de Chico Buarque ... Os olhos mais lindos que já vi!
Quando criança queria casar com ele, depois também!
Essa música sempre esteve presente em minha vida, o amigo Claudyo me enviou a letra em uma carta (faz tempo), também me senti nessa situação algumas vezes.





Te perdôo
Por fazeres mil perguntas
Que em vidas que andam juntas
Ninguém faz
Te perdôo
Por pedires perdão
Por me amares demais

Te perdôo
Te perdôo por ligares
Pra todos os lugares
De onde eu vim
Te perdôo
Por ergueres a mão
Por bateres em mim

Te perdôo
Quando anseio pelo instante de sair
E rodar exuberante
E me perder de ti
Te perdôo
Por quereres me ver
Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)

Te perdôo
Por contares minhas horas
Nas minhas demoras por aí
Te perdôo
Te perdôo porque choras
Quando eu choro de rir
Te perdôo
Por te trair


(Chico Buarque) www.chicobuarque.com.br

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Estrela Perigosa




Estrela perigosa
Rosto ao vento
Marulho e silêncio
leve porcelana
templo submerso
trigo e vinho
tristeza de coisa vivida
árvores já floresceram
o sal trazido pelo vento
conhecimento por encantação
esqueleto de idéias
ora pro nobis.
Decompor a luz
mistério de estrelas
paixão pela exatidão
caça aos vagalumes.
Vagalume é como orvalho.
Diálogos que disfarçam conflitos por explodir.
Ela pode ser venenosa como às vezes o cogumelo é.
No obscuro erotismo de vida cheia
nodosas raízes.
Missa negra, feiticeiros.
Na proximidade de fontes,lagos e cachoeiras
braços e pernas e olhos,
todos mortos se misturam e clamam por vida.
Sinto a falta dele
como se me faltasse um dente na frente:excrucitante.
Que medo alegre, o de te esperar...


(Clarice Lispector)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Infinito Desejo

Solteira sim, mas sempre apaixonada.
Tenho ouvido Gonzaguinha, adoro a forma que ele fala de amor (intenso).
A primavera chegou, tá na hora de uma nova paixão (o violonista está muito longe e vai ser sempre platônico).







Ah, infinito delírio chamado desejo
Essa fome de afagos e beijos
Essa sede incessante de amor
Ah, essa luta de corpos suados
Ardentes e apaixonados
Gemendo na ânsia de tanto se dar
Ah, de repente o tempo estanca
Na dor do prazer que explode
É a vida, é a vida, é a vida,
e é bem mais
Esse teu rosto sorrindo
Espelho do meu no vulcão da alegria
Te amo, te quero,
meu bem não me deixe jamais
E eu sinto a menina brotando da coisa linda
Que é ser tão mulher
Oh santa madura inocência
O quanto foi bom e pra sempre será
E o que mais importa é manter essa chama
Até quando eu não mais puder

(Gonzaguinha)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Foi bom e pra sempre será



Para quem bem viveu o amor
duas vidas que abrem
não acabam com a luz
São pequenas estrelas
que correm no céu
tragetórias opostas
sem jamais deixar de se olhar
É um carinho guardado
num cofre de um coração que voou
É um afeto deixado nas veias
de um coração que ficou
É a certeza da eterna presença
da vida que foi, na vida que vai
é saudade da boa, feliz cantar
Que foi, foi, foi,
foi bom e pra sempre será
Mais, mais, mais
Maravilhosamente a.....mar
Que foi, foi, foi,
foi bom e pra sempre será
Mais, mais, mais
Maravilhosamente a.....mar
(Feliz - Gonzaguinha)

La Belle

"Coruja"... eu sou!
Essa foto é "test-drive" para o futuro casamento, não resisti exibida que sou, não poderia deixar de mostrar aos amigos.
A letra de Caetano Veloso combina com a beleza desta "Linda Noiva".

Lígia Mara

Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás
Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Vocé é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir
No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer
Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal
Linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
(Você é Linda - Caetano Veloso)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Adoro voar






Gosto dos venenos mais lentos,
das bebidas mais amargas,
das drogas mais poderosas,
das idéias mais insanas,
dos pensamentos mais complexos,
dos sentimentos mais fortes…
tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas,
porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostrem o que esperam de mim,
porque vou seguir meu coração.
Não me façam ser quem não sou.
Não me convidem a ser igual,
porque sinceramente sou diferente.
Não sei amar pela metade.
Não sei viver de mentira.
Não sei voar de pés no chão.
Sou sempre eu mesma,
mas com certeza não serei a mesma pra sempre...


(Clarice Lispector)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Juras





Jurei te pertencer por toda vida
Guardar a sete chaves o nosso amor
A chave era só uma e foi perdida
O fogo era de palha e se acabou
Jurei não mais amar outra pessoa
Pra nunca mais chorar como chorei
Mas vi que amar é coisa muito boa
E assim mais uma vez me apaixonei
Eu tenho um coração muito indeciso
E juro pra depois voltar atrás
Agora vou fazer o que é preciso
Eu juro que não juro nunca mais


(Rosa Passos)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Produção Cultural

Já falei diversas vezes aqui no La Vie . Encontrei essa entrevista e gostei muito, tenho grande admiração pelo seu trabalho e pela pessoa.

Marco Antonio Antunes de Almeida

VIDA: sorocabano, 42 anos, solteiro. Músico, produtor cultural e agente artístico internacional, Marco morou e estudou na Europa durante 15 anos. De volta ao Brasil, há oito anos, passou a desenvolver trabalhos culturais em Sorocaba e em várias outras cidades.

CARREIRA: atualmente agencia para o Brasil os pianistas de origem Argentina, como Sérgio Tiempo e Karen Lechner. Produz, no Brasil e exterior, os trabalhos da atriz, autora e diretora Denise Stoklos, além de vários projetos culturais em Sorocaba, Jaú, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília etc. Entre eles, destaca-se o projeto Metso Cultural, pioneiro em Sorocaba, encabeçado pela produtora MdA Internacional, coordenada por ele. Com a intenção de promover a “melhor música brasileira”, com apresentações gratuitas e ao ar livre na cidade, o Metso Cultural teve início em 2005. O projeto acabou tomando um vulto nacional, o que ajudou a projetar o nome do produtor dentro e fora da cidade.

B - Uma frase que resuma sua filosofia de vida.
MA - Para levar na brincadeira: "some people have, some people don't" (algumas pessoas têm, algumas pessoas não têm).

B - Uma pessoa que gostaria de ter sido em outra vida.
MA - Wladimir Horowitz.

B - Se não fosse músico, produtor cultural e agente artístico, o que você seria?
MA - Certamente professor de música. Adoro ensinar música, piano.

B - Relaxar é...
MA - Não ter horários, em boa companhia, distraído, boa bebida, boa comida...

B - Qual atitude não tolera nas pessoas?
MA - Incompetência. É o que mais vejo por aí.

B - O que não pode faltar numa viagem à Lua?
MA - IPOD.

B - Um arrependimento.
MA - Não ter falado com Federico Fellini quando, uma vez, na Itália, pude assistir a uma direção dele dentro do Scala MiIano. Fiquei emocionado demais para falar com ele.

B - Qual foi a situação mais constrangedora que já viveu?
MA - A mais constrangedora não devo falar, mas posso citar outra: momentos antes do show da Vanessa da Mata, no Campolim, sem querer, derrubei Coca-Cola em cima dela.

B - Uma música...
MA - Every time we say goodbye, de Cole Porter.

B - ... o que combina com essa música?
MA - Paris, bom vinho, boa companhia.

B - O que você faz para melhorar o mundo?
MA - Produzo artistas de boa qualidade. Os que fazem a diferença.

B - O que não tem preço?
MA - O reconhecimento pelo bom trabalho, a competência, a inteligência, a felicidade... muita coisa não tem preço.

B - Um absurdo...
MA - A falta de boa educação e preparo cultural nas escolas brasileiras.

B - O que as pessoas dizem sobre você?
MA - Pergunte a elas. Vai ser um prato cheio, pois tem muita gente (famosa e não) que gosta e outras (não famosas) que não gostam. Normal, não é?

B - Uma cor, um sabor e um cheiro de infância.
MA - Cor camurça. Sabor da farofa de minha tia Anita. Cheiro da colônia que minha mãe usava após o banho - Atkinsons.

B - Quais seriam seus três desejos se encontrasse a lâmpada do gênio agora?
MA - Primeiro: reunir todos os artistas que mais admiro e respeito num único mega show, em Sorocaba. Segundo: construir o meu teatro. Terceiro: ser um grande pianista.

B - Seu maior orgulho:
MA -
O meu sério trabalho cultural, seja em Sorocaba ou na Europa e com qualquer artista.

B - O que mudaria em você?
MA - Adoraria ter o rosto e o físico do Brad Pitt (risos). Na verdade, deveria ser mais paciente. Sou completamente impaciente, sobretudo com a incompetência alheia.

B - Que artista você gostaria de trazer para Sorocaba?
MA - Dos nacionais: os que ainda não trouxe, estão vindo. Aos poucos, mas virão todos. Dos internacionais: Michael Feinstein, Shirley Bassey, Diana Krall...um dia...um dia...

Por Vanessa Olivier

Fotografia

Eu, você, nós dois
Aqui neste terraço à beira-mar
O sol já vai caindo e o seu olhar
Parece acompanhar a cor do mar
Você tem que ir embora
A tarde cai
Em cores se desfaz,
Escureceu
O sol caiu no mar
E aquela luz
Lá em baixo se acendeu...
Você e eu

Eu, você, nós dois
Sozinhos neste bar à meia-luz
E uma grande lua saiu do mar
Parece que este bar já vai fechar
E há sempre uma canção
Para contar
Aquela velha história
De um desejo
Que todas as canções
Têm pra contar
E veio aquele beijo
Aquele beijo
Aquele beijo...

(Antonio Carlos Jobim)

 
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